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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eu primeiro

Tudo o que já vivi, tudo o que já sofri, faz-me perceber que de forte e corajosa não tenho nada. Tenho uma personalidade estranha, se se puder assim chamar. Sempre fui muito reservada, muito dona no meu mundo, onde tudo ainda era cor-de-rosa. O tempo foi passando. Eu fui crescendo. E o meu mundo foi invadido por "estranhos", que ocuparam o lugar que me pertencia. Não tive coragem suficiente para dizer um não, e eles continuaram a invadir aquilo que era meu. E que a partir daquele momento não era mais. Sofri, e ainda continuo a sofrer com isso. Mas não quero sofrer mais!
Quero tornar-me uma pessoa diferente, capaz de enfrentar os seus medos.Olhar olhos nos olhos aqueles que não me querem bem e fazer-lhes frente.
Ah, e tem mais! Eu posso ficar no meu cantinho enquanto a vida corre lá fora, mas quando algo não está bem sou eu a primeira pessoa em quem confiam. Guardo dentro de mim segredos que nunca irão ser revelados, porque eu assim quero. Segredos que me contam quando precisam de alguém. E eu? Quando sou eu que quero contar um segredo? Não dá. Não tenho confiança o suficiente. Não nos "estranhos", mas em mim mesma! Confiança o suficiente para suportar a revelação do meu ser a pessoas que me são indiferentes.
Quero deixar de pensar tanto nos outros e mais em mim. Quero centrar as forças que me restam e conseguir reconstruir dentro do mundo que me foi roubado um novo mundo, um reino com as muralhas mais altas e mais resistentes! Um mundo, dentro do mundo roubado, dentro do Mundo, dentro do Universo.
E hoje é o começo dessa batalha. Desta vez irei dizer: eu primeiro!

2 comentários:

  1. Quando conseguir enfrentar seus medos, verá que cresceu mais um pouco. A vida é assim.
    Sempre me sinto como você, eu não sou a primeira convidada nas festinhas dos amigos, mas sou a primeira que eles procuram quando precisam desabafar. Eles confiam em mim, eu gosto disso. Mas quando preciso de alguém, são poucos os que me estendem a mão ou dão importância ao que eu sinto. Me sinto só, mesmo rodeada de amigos. Acho que o nome disso é insegurança. E muitas outras vezes, eu escondo o que sinto com um sorriso, falso, mas de tanto treinar, todos caem feito patinhos.

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  2. Temos os ouvidos banhados de mel, todos adoram no contar e ouvir nossos conselhos. Essa é a parte boa, a ruim é não saber compartilhar os NOSSOS problemas. Obrigada por meu ouvir, desabafei com uma semi-desconhecida.

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"Nada me prende a nada.
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo."